quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fantástico




Era silencioso o riso e a cena. Tudo envolvia-se nos pequenos movimentos. Não! Ela estava louca.


Viu acontecer um vislumbre negro no jogar dos cabelos. Negro-reluzentes. E os óculos só lhe emprestavam a magia que ela tinha dentro dos próprios olhos.

Precisava-lhe  todo, pertencia-lhe toda. 

Qual amar instantâneo, foi ali uma eternidade em que se viu dançando em rodopios de salão!




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Amo, porém...




Dizem que toda forma de amar é válida.

Não concordo.

Existem formas egoístas de amar.

Amor tem de fazer feliz, um e outro,
ou simplesmente, desconsidero como Amor!

Pode se tratar de um outro sentimento qualquer.

Um sem perfume, sem cor,
sem beleza, sem cheiro, sem toque.

Um sentimento romantizado
e incoerente!

Não, não posso supor que todas as formas de AmAr são válidas.

Tem de ser real e livre.

Somente quem ama e se permite amar
é que detem o tesouro do

verdadeiro

AMOR!




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Poema por Paz Barbosa

Google Images



"Há ventos
Que nos trazem pessoas
No reflexo do tempo.
Mesmo a distância,
Perpetuam-se no pensamento.
São fotografias
Das quais a saudade
Terá sempre os negativos
Revelados na memória."





Por Paz Barbosa



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um sonho a mais não faz mal



Quantas vezes se pode mudar de sonho? Ou concretizar um e começar outro? Ou ter um outro pra realizar um maior?
Não, não sou indecisa com o que quero. Não mudei de rumo, não esqueci o objetivo.

Estou moldando meu destino com as pedras coloridas que acredito tornarem muito maior o meu sonho e o meu objetivo.

Estudar, pelo que penso, nunca é demais, nunca é tempo perdido.

Quiçá alcance pelo conhecimento adquirido no estudo, a sabedoria de transmitir e auxiliar a humanidade.

Sei que uma ação não faz "verão", mas quem sabe entrando numa revoada de andorinhas, não possa semear um caminho mais bonito?!







sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Que amor é este?!






Esta é uma verdadeira história de sacrifício da mãe durante o terremoto no Japão. 

Depois que o terremoto acalmou, quando os BOMBEIROS chegaram as ruínas da casa de uma jovem mulher, viram seu corpo morto através das rachaduras. Mas a pose era de algum modo estranha... ela ajoelhou-se como uma pessoa que estava adorando: seu corpo estava debruçado para a frente, e suas duas mãos estavam apoiando algo. A casa caiu ... caiu em suas costas e cabeça. Com tantas dificuldades, o líder da equipe socorrista colocou a mão através de uma fenda na parede para alcançar o corpo da mulher. Ele estava esperando que a mulher pudesse estar viva. No entanto, o corpo frio e duro disse-lhe que ela tinha morrido... 

Ele e o resto da equipe deixou a casa e estavam indo para procurar o prédio ao lado que entrou em colapso. Por algumas razões, o líder da equipe foi impulsionado por uma força irresistível a voltar para a casa da mulher morta. Novamente, ele ajoelhou-se e através das rachaduras estreitas, pesquisou o pouco espaço de baixo do corpo morto. De repente, ele gritou com entusiasmo: 

"Uma criança! Há uma criança!"

Toda a equipe trabalhou em conjunto; eles removeram cuidadosamente as pilhas de objetos entre as ruínas, em volta da mulher morta. Havia um menino de 3 meses de idade enrolado em um cobertor florido sob o corpo morto de sua mãe. Obviamente, a mulher tinha feito um último sacrifício para salvar seu filho. Quando sua casa estava caindo, ela usou seu corpo para fazer uma capa para proteger seu filho. O menino ainda estava dormindo pacificamente quando o líder da equipe o pegou. O médico chegou rapidamente para examinar o menino.

Depois ele abriu o cobertor, e viu um telefone celular dentro do cobertor. Havia uma mensagem de texto na tela que dizia: "Se você puder sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Este celular foi passando em torno de uma mão para outra.Todos que leram a mensagem se emocionaram. 

"Se você sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Tal é o amor da mãe por seu filho! 



(Autor desconhecido por mim.)

Trazido via FaceBook

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Roseira Ferida



Olá a todos!



Tive diversos problemas em meu Blog Roseira Ferida, agradeço o cuidado que todos tiveram de não esquecerem-me!

O Blog volta ao ar com novos escritos e conteúdo um tanto diverso.

Espero que apreciem.

Com carinho, Kiro Menezes





terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas



alguma poesia


Trecho:

...

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

...


Artur Gomes
In Couro Cru & Carne Viva
Prêmio Internacional de Poesia - Quebec - Canadá 1987




Confira o belo texto do poeta pelo link:





Primeiro beijo - Blog Mel Fontinnely






Era dia de escola e como não podia deixar de ser, estava em roda trocando papel de carta com minhas amigas. De repente, ele aparece. Quisera poder dizer que vinha em seu cavalo branco, de armadura e espada em punho. Mas em pleno pátio do colégio, a realidade não podia ser outra. Uniforme em branco e preto, veio a pé, após um empurrão – motivador do amigo. Talvez já estivessem me preparando um futuro realista, onde príncipes só figuram em castelos britânicos e os cavalos são apenas acessórios de carros.

O certo é que ele veio até nossa roda. Todas pararam para observar o intruso que se aproximava. De repente, entre olhares assustados, uma mão estendida. Eu? Essa mão é para mim? Sim! Já vínhamos trocando olhares entre as aulas de matemática e português. Um olhar inocente, de admiração, carinho e gentileza. Mas não imaginava que o garoto tímido de olhos verdes teria coragem para se aproximar de mim.

Nos dias que se seguiram, ficávamos juntos, conversando na hora do recreio. Durante as aulas trocávamos recadinhos que iniciavam e terminavam sempre com um desenho de um coração torto com nossas iniciais. Em duas semanas estávamos de mãos dadas.

Todos os dias, rosas em papel eram deixadas em cima da minha mesa. Alternadamente, vinham juntas balinhas de chocolate – era o que conseguíamos comprar com nossa mesada. Trocávamos poemas de autores famosos em que não entendíamos quase nada do conteúdo, apenas buscávamos pela palavra-chave: amor.

Semanas se passaram até o dia em que, de susto, recebi meu primeiro beijo. Virava o rosto para olhar para a rua e ganhei algo confuso entre o gosto de biscoito de chocolate e o suco de uva em caixinha. Olhos abertos, braços esticados, lábios colados. Pronto. Eu, 11 anos de idade, descobria ali o quanto é bom gostar de alguém.

Aquele foi um dos poucos beijos que se seguiram no nosso namoro. O que mais nos importava era estarmos perto um do outro, trocar confidências e juras de amor e dividir as impressões de um mundo que descobríamos juntos, e beijar – ah, beijar!

Namoramos por alguns meses até que ele foi transferido para outra escola. Na despedida, no portão do colégio, trocamos promessas de jamais esquecermos um do outro. Ele levou junto meu primeiro coração partido e deixou comigo a magia inesquecível do primeiro beijo. Outros vieram depois dele, mas a promessa feita no portão me segue até hoje.



Por Mel Fontinnely

Na ternura das palavras de Mel, o segredo do puro amor.
Do descobrir-se apaixonado,
do corresponder amor!




Lápis de Cera














Quando se é criança, quando se tem sonhos,
quando um lápis encerra todo um mundo de faz-de-conta...

As memórias são alentos suaves que nos transportam ao mesmo ponto
de onde paramos de sonhar e viver uma realidade mais gentil!


Ser criança de alma, 
ser menino de olhar, 
ser mais que apenas existir 
maquinalmente palavras fúteis
músicas antigas na vitrola imaginária 
sobre o tapete aos pés do fogão à lenha
Suspiros de uma saudade melancólica
triste realidade olhar o arranha-céu e sonhar
um dia! uma mágoa, mágica dos olhos...
Música elétrica!
Uma mulher que lhe adora.
Um sorriso falso num beijo de estante.
Empoeirado.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Anaísa Nantes - Contadora de Histórias



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"A humanidade precisa 

tanto de histórias 

quanto de pão..."




Grafitagem

Grafite no azul profundo
um surto
no lodo
da dor

em que guardo meu pesar
cansado
profano
de horror

Foi num largo marejado
olhar suado
de gorjeios
Bruma em flor

onde navega esse mar
calado
distante
em torpor

Distante do pelejo surdo
escrito
e descrito
com calor

martelando o descansar
como fôra
como fosse
seu valor

Fonte d'água, fonte-mundo
sub e fundo
de invernos
sem calor

verso lívido de amar
outras eras
umas fotos
sem sabor. 



Quando se perde uma lágrima cristalina dentro das águas do mar, salgado, imenso, manhoso, esquece-se de quanto maior ela se tornou ali, misturada ao inventor do céu, resplandescente em sua incalculável beleza, em sua vida majestosa, sua riqueza sem tamanho mensurável. 


Quando se guarda uma lágrima no peito, não se percebe o seu marejar de olhos, seu suspirar de saudade.


Quero sonhar o sonho dos belos, dos desfavoráveis ao padecer por amor, dos felizes por existência e plenitude da respiração. 


Quero voltar poesia dessa caminhada inconstatável de aprendizados.







Adeus, Meus Sonhos! (Álvares de Azevedo)


Adeus, Meus Sonhos!


(Poema de Álvares de Azevedo)



Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus?

Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!



Postagem Adeus Meus Sonhos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Saudades... - Por Will


Saudades...:




‎"[...] Saudade de uma paixão é isto:
um jardim inteiro implorando pelo sol dos olhos da pessoa amada,
que o faz desabrochar lindamente tulipas nos lábios,
margaridas no sorriso,
violetas na intimidade e rosas nos coração [...]"

- Trecho do texto de Will - Saudades



Sentimentos


Um soneto de alma fria,
guarnecido de carência
foi cantar sua alegria
numa casta intumescência

De quem se sabe versado 
levado ao topo do extremo
olhar doce desvelado 
seu sombrio - frio - ameno

Sepulcro em alinhavares
como quem ganha dos céus
como quem canta sonares

Dos graciosos bordéus
Têmporas tenras de versos
rimas de amores perversos









Sonetilhos sonetados em sonetos mal versados! 

Inventei mesmo uma rima e joguei tudo ao verbeto. 

Procuro a minha alma, caiu em triste contento. 

Abro meu coração, jogo meus olhos ao vento, 

canto bela solidão e versos de descabimento. 

Foi ligeiro o instante e derradeiro o momento, 

faço rimas de monte e nada de bom e concreto.

Não importam as falanges, importa a leitura do peito. 





Cinzel

Gravida de poemas azuis
ondas marulhentas reclamam - sonantes
Leves beijares mortiços e amantes
deixam teus olhos mortais e senis


Amor cor-de-lama, 
lavada,
grudenta.


Lágrima magenta
de alma
lamenta.


Pari este verso, 
transcrito,
transverso,
inscrito no sangue da manga do chão.


Guardei o passado na sombra do outono,
passado, passeio, passante no sono.


Levei aguardente, absinto, semente.
Planejei não voltar, estou aqui - novamente!


As estações passam por nós como fossem senhoras da nossa história. Primavera, alegria, sorrisos, sonhares. Paixão. Outono é mornidão, calor, carinhos, delicadezas e sofreguidão. Inverno é frio, espera, carícias do tempo para reflexão de existência. Verão vem e passa, fica o gosto de água de coco na boca, na alma, na verdade das mentes que cantam o viver como fosse uma Bossa Nova!


As estações nos condenam por não termos cores. As cores nos fogem ante a tristeza de estarmos sós! A solidão é risonha, companheira de sempre, toma-nos a taça da mão e embriaga-se de filosofias de botequim. Viver é inesgotável aprendizagem com a própria vida!







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Tomar um Tereré?