sexta-feira, 23 de março de 2012

Jura secreta 22

jura secreta 22

cezzane não pintava flores
despejava cores
no corpo da mulher amada

com os pincéis encravados
entre as coxas
transformou holandas
em quintais de vento

reInventou o tempo
na hora de pintar



artur gomes





 




Festival de Cinema

terça-feira, 20 de março de 2012

Vida de Fotografo (Por Edilberto J S Soares)





VIDA DE FOTOGRAFO 








Qual o tamanho do seu sonho?
O meu o limite é o infinito
Pois sonhei o sonho mais bonito
Sonhei o sonho que sonhava Rauzito
Já mostrei Deus de Alá à Jesus Cristo
Já andei na rua clara, e na escura
Olha seu Puto, Se não pará de frescura
Vai pra bangu em vez de ir pra prefeitura
Só falo à Verdade, juro eu não minto
Já viajei do Mar Vermelho ao Rio Tinto
Em simples versos, eu só digo o que sinto
Sou Poesia viajo pelo o Unverso
Chamaram - me tanto, Hoje estou de Regresso
No mundo chamam - me de Senhor do Universo
Quando Sou Verso, Sou À Própria Poesia
Todo dia vou ao Templo da Sabedoria
Só tô dizendo tudo que o Raul dizia
Registro tudo que vejo no dia-a-dia
Isso é a Vida de Fotografo da Periferia
Sonhei meu Sonho Hoje Vivo no limite
Sonhando vou voando no infinito
O Infinito... O Universo... O Retrato... À Poesia....


Autor: Edilberto José Soares Soares
Facebook
Rio, 18.03.2012


O Padre - Artigo

Padre CORAJOSO!

O Ministério Público Federal de São Paulo ajuizou ação pedindo a retirada dos símbolos religiosas das repartições publicas.

Pois bem, veja o que diz o Frade Demetrius dos Santos Silva.

Sou Padre católico e concordo plenamente com o Ministério Público de São Paulo por querer retirar os símbolos religiosos das repartições públicas.

Nosso Estado é laico e não deve favorecer esta ou aquela religião.

A Cruz deve ser retirada!

Aliás, nunca gostei de ver a Cruz em Tribunais onde os pobres têm menos direitos que os ricos e onde sentenças são barganhadas, vendidas e compradas.

Não quero mais ver a Cruz nas Câmaras legislativas onde a corrupção é a moeda mais forte.
Não quero ver, também, a Cruz em delegacias, cadeias e quartéis, onde os pequenos são constrangidos e torturados.

Não quero ver, muito menos, a Cruz em prontos-socorros e hospitais onde pessoas pobres morrem sem atendimento.

É preciso retirar a Cruz das repartições públicas porque Cristo não abençoa a sórdida política brasileira, causa das desgraças, das misérias e sofrimentos dos pequenos, dos pobres e dos menos favorecidos.




Frade Demétrius do Santos Silva.
* São Paulo/SP


Sejamos da religião ou fé ou filosofia que formos, este Padre não mentiu no que disse!
Em busca da justiça, já.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Bocejos (Por João Victor Velloso)

Bocejos
por Joao Victor Velloso


todas as vezes que ela olhava para mim, naqueles dias frios de lisboa,
eu sorria
e depois via os gatos na janela
me observando,
como que interessados no andamento da conquista.
eram dias de sempre, de olhares e sorrisos, desvios e gatos na janela.
veio o verão e ela desapareceu do meu olhar sem graça
os gatos? nunca mais foram os mesmos.
agora apenas bocejam à passagem de minha alma vazia.






sexta-feira, 9 de março de 2012

Pra sempre doce, Amor!


Ainda que não note
a lágrima no canto do olho
o brilho marejado dos batimentos
os acanhamentos desnecessários...

Mesmo que desconheça
a dor que lava-me o peito
o sorriso que nasce involuntário
o estremecimento dos lábios...

Nem que haja outra aurora
num tempo nem tão distante
numa água nem tão profunda
ou comensuráveis infortúnios...

Ah! Meu amado,
o estarei ainda amando
deixando meu corpo de lado
tornando meu doce chamado
o nome que por si vai soprando...


Sei que dentro dos relacionamentos, todos tem problemas. Pequenas gotinhas que vão enchendo o copo, tão desimportantes quanto seu próprio tamanho...

Mas também sei que, quando não é possível desistir, se pode secar todas as gotinhas, derramar do copo todo o conteúdo acumulado.

E mesmo que o companheiro de vida, ou companheira, já que o texto não é só para mulheres, mesmo que não note nossas mudanças internas ou externas, ainda que tudo pareça intempéries que magoam e jamais passarão a menos que se arranque a arvore, temos dentro de nós a certeza.

Sim, sim. Eu disse certeza. Isso não se aplica a quem ainda não encontrou sua parte norte-sul, sua rosa dos ventos. Isso é para quem vive uma história real de amor comprometido com a felicidade do outro. E quando se tem essa certeza, ah! doce momento. 

A vida é cheia de luz ainda que em trevas, o sol brilha colorido e o arco-íris é a ponte para a felicidade eterna. Para a eternidade pois a felicidade de hoje, agora, por mais que haja a dor, ela existe!

Essa felicidade sim, essa não há como abrir mão. E sei que isso vale para ambos os lados. O diálogo é a chave. O companheirismo, a maçaneta. O Amor é a vontade de abrir essa porta para que os lábios se encontrem numa ligação única!


Sei que seremos um do outro a vida toda, meu amado!


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fantástico




Era silencioso o riso e a cena. Tudo envolvia-se nos pequenos movimentos. Não! Ela estava louca.


Viu acontecer um vislumbre negro no jogar dos cabelos. Negro-reluzentes. E os óculos só lhe emprestavam a magia que ela tinha dentro dos próprios olhos.

Precisava-lhe  todo, pertencia-lhe toda. 

Qual amar instantâneo, foi ali uma eternidade em que se viu dançando em rodopios de salão!




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Amo, porém...




Dizem que toda forma de amar é válida.

Não concordo.

Existem formas egoístas de amar.

Amor tem de fazer feliz, um e outro,
ou simplesmente, desconsidero como Amor!

Pode se tratar de um outro sentimento qualquer.

Um sem perfume, sem cor,
sem beleza, sem cheiro, sem toque.

Um sentimento romantizado
e incoerente!

Não, não posso supor que todas as formas de AmAr são válidas.

Tem de ser real e livre.

Somente quem ama e se permite amar
é que detem o tesouro do

verdadeiro

AMOR!




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Poema por Paz Barbosa

Google Images



"Há ventos
Que nos trazem pessoas
No reflexo do tempo.
Mesmo a distância,
Perpetuam-se no pensamento.
São fotografias
Das quais a saudade
Terá sempre os negativos
Revelados na memória."





Por Paz Barbosa



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Um sonho a mais não faz mal



Quantas vezes se pode mudar de sonho? Ou concretizar um e começar outro? Ou ter um outro pra realizar um maior?
Não, não sou indecisa com o que quero. Não mudei de rumo, não esqueci o objetivo.

Estou moldando meu destino com as pedras coloridas que acredito tornarem muito maior o meu sonho e o meu objetivo.

Estudar, pelo que penso, nunca é demais, nunca é tempo perdido.

Quiçá alcance pelo conhecimento adquirido no estudo, a sabedoria de transmitir e auxiliar a humanidade.

Sei que uma ação não faz "verão", mas quem sabe entrando numa revoada de andorinhas, não possa semear um caminho mais bonito?!







sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Que amor é este?!






Esta é uma verdadeira história de sacrifício da mãe durante o terremoto no Japão. 

Depois que o terremoto acalmou, quando os BOMBEIROS chegaram as ruínas da casa de uma jovem mulher, viram seu corpo morto através das rachaduras. Mas a pose era de algum modo estranha... ela ajoelhou-se como uma pessoa que estava adorando: seu corpo estava debruçado para a frente, e suas duas mãos estavam apoiando algo. A casa caiu ... caiu em suas costas e cabeça. Com tantas dificuldades, o líder da equipe socorrista colocou a mão através de uma fenda na parede para alcançar o corpo da mulher. Ele estava esperando que a mulher pudesse estar viva. No entanto, o corpo frio e duro disse-lhe que ela tinha morrido... 

Ele e o resto da equipe deixou a casa e estavam indo para procurar o prédio ao lado que entrou em colapso. Por algumas razões, o líder da equipe foi impulsionado por uma força irresistível a voltar para a casa da mulher morta. Novamente, ele ajoelhou-se e através das rachaduras estreitas, pesquisou o pouco espaço de baixo do corpo morto. De repente, ele gritou com entusiasmo: 

"Uma criança! Há uma criança!"

Toda a equipe trabalhou em conjunto; eles removeram cuidadosamente as pilhas de objetos entre as ruínas, em volta da mulher morta. Havia um menino de 3 meses de idade enrolado em um cobertor florido sob o corpo morto de sua mãe. Obviamente, a mulher tinha feito um último sacrifício para salvar seu filho. Quando sua casa estava caindo, ela usou seu corpo para fazer uma capa para proteger seu filho. O menino ainda estava dormindo pacificamente quando o líder da equipe o pegou. O médico chegou rapidamente para examinar o menino.

Depois ele abriu o cobertor, e viu um telefone celular dentro do cobertor. Havia uma mensagem de texto na tela que dizia: "Se você puder sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Este celular foi passando em torno de uma mão para outra.Todos que leram a mensagem se emocionaram. 

"Se você sobreviver, você deve se lembrar que eu te amo." Tal é o amor da mãe por seu filho! 



(Autor desconhecido por mim.)

Trazido via FaceBook

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O Roseira Ferida



Olá a todos!



Tive diversos problemas em meu Blog Roseira Ferida, agradeço o cuidado que todos tiveram de não esquecerem-me!

O Blog volta ao ar com novos escritos e conteúdo um tanto diverso.

Espero que apreciem.

Com carinho, Kiro Menezes





terça-feira, 24 de janeiro de 2012

BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas



alguma poesia


Trecho:

...

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

...


Artur Gomes
In Couro Cru & Carne Viva
Prêmio Internacional de Poesia - Quebec - Canadá 1987




Confira o belo texto do poeta pelo link:





Primeiro beijo - Blog Mel Fontinnely






Era dia de escola e como não podia deixar de ser, estava em roda trocando papel de carta com minhas amigas. De repente, ele aparece. Quisera poder dizer que vinha em seu cavalo branco, de armadura e espada em punho. Mas em pleno pátio do colégio, a realidade não podia ser outra. Uniforme em branco e preto, veio a pé, após um empurrão – motivador do amigo. Talvez já estivessem me preparando um futuro realista, onde príncipes só figuram em castelos britânicos e os cavalos são apenas acessórios de carros.

O certo é que ele veio até nossa roda. Todas pararam para observar o intruso que se aproximava. De repente, entre olhares assustados, uma mão estendida. Eu? Essa mão é para mim? Sim! Já vínhamos trocando olhares entre as aulas de matemática e português. Um olhar inocente, de admiração, carinho e gentileza. Mas não imaginava que o garoto tímido de olhos verdes teria coragem para se aproximar de mim.

Nos dias que se seguiram, ficávamos juntos, conversando na hora do recreio. Durante as aulas trocávamos recadinhos que iniciavam e terminavam sempre com um desenho de um coração torto com nossas iniciais. Em duas semanas estávamos de mãos dadas.

Todos os dias, rosas em papel eram deixadas em cima da minha mesa. Alternadamente, vinham juntas balinhas de chocolate – era o que conseguíamos comprar com nossa mesada. Trocávamos poemas de autores famosos em que não entendíamos quase nada do conteúdo, apenas buscávamos pela palavra-chave: amor.

Semanas se passaram até o dia em que, de susto, recebi meu primeiro beijo. Virava o rosto para olhar para a rua e ganhei algo confuso entre o gosto de biscoito de chocolate e o suco de uva em caixinha. Olhos abertos, braços esticados, lábios colados. Pronto. Eu, 11 anos de idade, descobria ali o quanto é bom gostar de alguém.

Aquele foi um dos poucos beijos que se seguiram no nosso namoro. O que mais nos importava era estarmos perto um do outro, trocar confidências e juras de amor e dividir as impressões de um mundo que descobríamos juntos, e beijar – ah, beijar!

Namoramos por alguns meses até que ele foi transferido para outra escola. Na despedida, no portão do colégio, trocamos promessas de jamais esquecermos um do outro. Ele levou junto meu primeiro coração partido e deixou comigo a magia inesquecível do primeiro beijo. Outros vieram depois dele, mas a promessa feita no portão me segue até hoje.



Por Mel Fontinnely

Na ternura das palavras de Mel, o segredo do puro amor.
Do descobrir-se apaixonado,
do corresponder amor!




Lápis de Cera














Quando se é criança, quando se tem sonhos,
quando um lápis encerra todo um mundo de faz-de-conta...

As memórias são alentos suaves que nos transportam ao mesmo ponto
de onde paramos de sonhar e viver uma realidade mais gentil!


Ser criança de alma, 
ser menino de olhar, 
ser mais que apenas existir 
maquinalmente palavras fúteis
músicas antigas na vitrola imaginária 
sobre o tapete aos pés do fogão à lenha
Suspiros de uma saudade melancólica
triste realidade olhar o arranha-céu e sonhar
um dia! uma mágoa, mágica dos olhos...
Música elétrica!
Uma mulher que lhe adora.
Um sorriso falso num beijo de estante.
Empoeirado.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Click



Tomar um Tereré?