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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Um dia dos Amigos

   


   

  "Abençoados os que possuem amigos, 
os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede,
 não se compra, 
nem se vende.
Amigo a gente sente! 
Benditos os que sofrem por amigos, 
os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, 
não questiona, 
nem se rende.
Amigo a gente entende!" 

(Machado de Assis)




Soneto do amigo
(Vinicius de Moraes)


Enfim, depois de tanto erro passado 


Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado.



É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...







Soneto da Amizade Verdadeira

De azul fiz minhas lágrimas derradeiras,
de verde pintei paredes que acalmasem o pranto,
de rosa os adereços, cada um em seu canto,
adornando a alma benfazeja que viesse me visitar,

recebi colegas alegres, outros a dançar,
e quando saíam, pouca presença marcava cada lugar,
nada fixo em minha retina desesperançada...
Aguardei os poucos amigos, vieram, partiram,

as poltronas brilhavam com redobrada energia,
revesti a casa de plantas e foi-se embora a letargia,
adotei animais e que espanto... a alegria

chegou voando, desceu as asas e aqui ficou,
risadas ouviam-se, mesmo ao longe,
repintei a casa, de branco a paz, aqui morou!






2 comentários:

Simone MartinS2 disse...

Boa noite e como é bom ter amigos! Parabens! Bjin

Jose Sepulveda disse...

Sorrisos lindos. É bom ver sorrir.

Tomar um Tereré?

 
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