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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cinzel

Gravida de poemas azuis
ondas marulhentas reclamam - sonantes
Leves beijares mortiços e amantes
deixam teus olhos mortais e senis


Amor cor-de-lama, 
lavada,
grudenta.


Lágrima magenta
de alma
lamenta.


Pari este verso, 
transcrito,
transverso,
inscrito no sangue da manga do chão.


Guardei o passado na sombra do outono,
passado, passeio, passante no sono.


Levei aguardente, absinto, semente.
Planejei não voltar, estou aqui - novamente!


As estações passam por nós como fossem senhoras da nossa história. Primavera, alegria, sorrisos, sonhares. Paixão. Outono é mornidão, calor, carinhos, delicadezas e sofreguidão. Inverno é frio, espera, carícias do tempo para reflexão de existência. Verão vem e passa, fica o gosto de água de coco na boca, na alma, na verdade das mentes que cantam o viver como fosse uma Bossa Nova!


As estações nos condenam por não termos cores. As cores nos fogem ante a tristeza de estarmos sós! A solidão é risonha, companheira de sempre, toma-nos a taça da mão e embriaga-se de filosofias de botequim. Viver é inesgotável aprendizagem com a própria vida!







2 comentários:

Simone MartinS2 disse...

NOSSAAAAAAAAAAA....Isso sim é ser POETISA...menina estou de queixo caido...Seu vocabulario e amplo e rico...fico abismada...Consegues fazer poesia epica, simetrica e ao mesmo tempo, suave, direta e singela...Aplausos para ti querida menina poetisa...Me curvo aos teus pés...Abraços carinhosos!!

Kiro Menezes disse...

Obrigada pelo carinho sempre, Sissinha!!! =)

Tomar um Tereré?

 
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