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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Carlos & Eu




Ausência



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade




○○○♥○○○



Ausência em Mim


Meu amado não crê em mim
Lhe digo - Gosto - 
responde - Sim? -
Mas meu amado não crê em mim


O chamo
:
Vamos?

Responde
:
Assim?


Que meu amado não crê em mim...
Lhe falo: Amo!
Responde: A quem?

Pois meu amado, não crês em mim?


Valquiria Menezes


4 comentários:

Simone Martins2 disse...

Meu amado tambem nao cre em mim...pergunto-lhe: vem me buscar? - responde: pra que?
E el nao cre em mim...digo: Te amo!
Ele responde: idem...nao sabia o que te escrever hoje, então, brinquei contigo...bjin

Sobre o Tempo disse...

Oi Kiro! Peço desculpas pela ausencia, mas não esqueci de vc e de seus blogs. Gostei dos poemas. Uma ótima semana! Bjs

Non je ne regrette rien: Ediney Santana disse...

poema concreto para falar das contradições do amor

Tatiana Kielberman disse...

Ah... que conversa linda e doce entre poetas!

Beijo, amada!!

Tomar um Tereré?

 
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