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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Valsinha (por Vinicius de Moraes)





Valsinha





( Vinicius de Moraes)



Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar.
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar.
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar.
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto
Convidou-a pra rodar.

E então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar.
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar.
Depois os dois deram-se os braços como a muito tempo não se usava dar.
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar.

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou.
E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou.
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.





Não nos damos conta de que viver intensamente é justo a vida como ela é, apaixonando-se por diferenças inexplicáveis que atraem mais que as semelhanças, tornando o outro tão singular que os torna, juntos, plural!

Um beijo doce pra quem ama incondicionalmente, que o imortal Vinicius traga alguma esperança a quem estiver vazio de amor romantico!

Beijos adocicados...

Um comentário:

Anônimo disse...

kkkk se eu quiser só o texto era fácil

Tomar um Tereré?

 
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